
Desmatamento na Amazônia cai e Brasil avança na questão ambiental
Enquanto líderes de todo o mundo se reúnem, no México, para debater os impactos das mudanças climáticas no planeta, o Brasil continua avançando na área ambiental. Na última semana, o país divulgou dados importantes sobre o desmatamento na Amazônia Legal.
Segundo o levantamento anual feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a área desmatada entre agosto de 2009 e julho de 2010 foi a menor já registrada pelo órgão, desde 1988, quando começou o monitoramento. Em relação ao levantamento 2008/2009, a taxa de desmate foi 14% inferior. Mesmo assim, 6.450 km² de floresta foram derrubados, o que equivale a quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo. A margem de erro da estimativa é de 10%.
Embora os números ainda sejam alarmantes, as perspectivas para o futuro são boas. Isto porque o Inpe registrou reduções significativas nos índices de Mato Grosso, Pará e Rondônia, que geralmente figuram entre os estados que mais desmatam.

Além disso, a recente adesão do Banco do Brasil à moratória da soja representa um grande avanço neste sentido. Firmado em 2006, entre indústrias de óleos vegetais e exportadores de soja, ONGs e Ministério do Meio Ambiente, o pacto visa impedir a expansão da sojicultura em áreas florestais e de preservação ambiental.
Responsável por 65% do crédito rural ofertado no Brasil, o BB não financia mais a produção do grão em áreas da Amazônia que foram desmatadas depois do dia 24 de julho de 2006, quando o pacto passou a vigorar. O Banco do Brasil cobra, ainda, a regularidade ambiental nas propriedades rurais localizadas na Amazônia, incluindo o cumprimento do Código Florestal, e oferecerá uma linha de crédito específica para que esses produtores rurais recomponham suas áreas de reserva legal e de preservação permanente.
Enquanto organização que atua no reflorestamento de biomas brasileiros e na produção e comercialização de mudas nativas, com fins socioambientais, o Instituto Brasileiro de Florestas (IBF) acredita que, apesar do quadro do desmatamento ainda ser grave, tanto os dados quanto as novas políticas ambientais indicam um bom cenário futuro. E que, por meio da oferta de atividades alternativas, é possível conciliar preservação ambiental e produção agrícola e industrial.
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Comentários
Sensacional o trabalho de vocês. Venho acompanhando há algum tempo e até tenho aproveitado algumas matérias em meu Blog.
continuem nesse caminho, inovando sempre e ajudando a quem precisa.
“Acredito que o voluntariado é o caminho mais produtivo de ajuda às ONGs. Nada se compara ao trabalho voluntário quando feito com solidariedade, pois o que dele resulta são o amor, o respeito e a cidadania.”
Abraços,
Victor S. Gomez
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