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“Plante uma árvore!”. Esse velho bordão de muitos ecologistas e amantes da natureza nunca fez tanto sentido como nos dias de hoje. Em um mundo que vive sob o medo das conseqüências muitas vezes catastróficas das mudanças climáticas, o simples gesto de plantar uma árvore pode ser a solução. Pelo menos é isso o que defendem diversos cientistas que afirmam que o reflorestamento é capaz de neutralizar as emissões de carbono, um dos grandes vilões do aquecimento global.
Os efeitos desse fenômeno já são conhecidos pela maioria da população: aumento das temperaturas médias, desertificação de áreas de florestas, derretimento das calotas polares, aumento da freqüência e da intensidade de furacões e tempestades tropicais. Se o fenômeno não for contido, o cenário pode piorar, com diminuição de áreas para plantio (e a conseqüente falta de comida), disseminação de doenças relacionadas às variações de temperaturas e às relativas tempestades, desaparecimento de regiões costeiras, escassez de água potável. Porém, estudos sobre as mudanças climáticas apontaram que neutralizar as emissões de carbono é uma das soluções mais viáveis para, se não reverter, ao menos impedir que este quadro avance.
A neutralização de carbono é um mecanismo que permite que haja compensação das emissões de carbono geradas por uma empresa, indústria, eventos ou qualquer atividade humana que possa gerar gases de efeito estufa (GEE) em sua realização. Esta neutralização é feita através do reflorestamento – ou seja, todo o carbono emitido por essas atividades é compensado pelo plantio de uma árvore, o que ajuda a “filtrar” os GEE, impedindo que prejudiquem a atmosfera e aumentem o efeito estufa. Como o homem lança sete bilhões de toneladas de CO2 por ano na atmosfera, esta atitude está se disseminando pelo mundo todo e ganhando apoio, especialmente de grandes empresas, por se mostrar simples e eficaz.
Autor: Chris Bueno
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